Concurso “CURTasFITAS” na Escola

Divulgam-se os nomes dos vencedores do concurso de vídeos escolares “CURT.as.FITAS” na Escola promovido pela equipa do Plano Nacional de Cinema (PNC) do Agrupamento de escolas Dr. Manuel Gomes de Almeida, com o apoio do FEST – Festival Novos Realizadores | Novo Cinema e do CINANIMA – Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho.

Os autores das curtas vencedoras ganharam prémios FEST e/ou CINANIMA – Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho.

 

“O Cinema está à tua espera”

No passado dia 3 de maio realizou-se no Centro Multimeios, a sessão “ O Cinema está à tua espera”, no âmbito do Plano Nacional de Cinema (PNC), organizada pela equipa do Plano Nacional de Cinema do Agrupamento de escolas Dr. Manuel Gomes de Almeida que contou com as presenças da Coordenadora do PNC do AEMGA, Isabel Ribeiro, de dois elementos da equipa, Carlos Gouveia e Marta Costa, e da produtora do FEST, Luísa Alvão, que esteve à conversa com os alunos sobre as 4 curtas que Nestes  iriam ver, focando-se em particular na curta “Rei Inútil”, de Telmo Churro.

Cerca de 200 alunos da Escola Secundária Dr. Manuel Gomes de Almeida visionaram as 4 curta-metragens “Rei Inútil” de Telmo Churro, “Na Escola” de Jorge Cramez, “Gambozinos” de João Nicolau e “Entrecampos” de João Rosas. A reacção dos alunos presentes às curtas foi notável:  um longo aplauso em uníssono fez-se ouvir na sala Tempus.

A sessão teve o apoio do Centro Multimeios de Espinho, da Direção-Geral da Educação (DGE), do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) e da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema.

No dia 1 de junho teremos nova sessão no Multimeios; desta vez destinada a alunos do 1.º e 2.º ciclo que terão a oportunidade de ver o filme “O Garoto” de Charlie Chaplin e a curta-metragem “Estória do Gato e da Lua” de Pedro Serrazina.

 

Zimler na ESMGA

Richard Zimler visitou, pela segunda vez, a Escola Secundária Dr. Manuel Gomes de Almeida. Dotado de um particular sentido de humor e de um discurso cativante, este magnífico escritor falou do seu processo de escrita e das obras publicadas. A sua escrita pretende, segundo o próprio, ser tudo menos “conveniente”. Escreve sempre do ponto de vista do “vencido” e para os seus romances históricos faz uma longa e criteriosa pesquisa para se aproximar, o mais possível, dos factos, como aconteceu com uma das obras abordadas neste “À Conversa com…”, O Último Cabalista de Lisboa. Como o próprio afirma: “Não sabia nada de Lisboa em 1506. Li 35 livros. Sobre culinária, sobre como eram as ruas, que roupa as pessoas usavam, qual a relação entre judaísmo e o rei D. Manuel”.

Com o seu grande poder de comunicação, Richard Zimler respondeu às várias questões que lhe foram colocadas ao longo da sessão, mantendo uma conversa aberta e sem preconceitos sobre a sua obra, crenças pessoais e alguns dos temas da actualidade nacional e internacional.

A sessão iniciou com um momento de tango apresentado pela turma de exibição de danças de salão, orientada pelos professores Ana Pais Oliveira e Vasco Rigolet Neves. Os alunos Pedro, Márcia e Salomé, do 10/3, também tiveram oportunidade de apresentar de forma encenada O Último Cabalista de Lisboa aos Colegas presentes e a aluna Valérie Grandziel, do 11/3, interpretou no piano “Nothing else matters” dos Metallica.

No final da sessão, os alunos de Artes Visuais Josefina Amorim, Luana Granja e Miguel Pedrosa ofereceram ao autor desenhos/pinturas da sua autoria.

Este slideshow necessita de JavaScript.

25 de abril |Dia da Liberdade

Em 2017 assinalam-se 33 anos da morte de José Carlos Ary dos Santos. Poeta e declamador, a sua vida e obra está intimamente ligada à resistência, ao combate, à luta por um ideal libertador. Com palavras que ficaram muito para além da sua vida.

Pode dizer-se que a poesia de Ary dos Santos foi uma «arma». Esta «arma», pelo seu conteúdo, ao qual Ary conseguiu juntar uma insubstituível forma, com a sua voz, foi também construtora da Revolução de Abril e da libertação de todo um povo. Poderá também dizer-se que continua a ser hoje um grito libertador perante o conformismo e a submissão.

A sua voz inconfundível fá-lo declamador em várias edições discográficas.

No Dia da Liberdade partilhamos um dos seus poemas mais emblemáticos: “As Portas que Abril Abriu”. Também poderá ouvir o poema aqui: https://www.youtube.com/watch?v=x5g5_cQB-9M (Fonte: youtube)

«As Portas que Abril Abriu«
José Carlos Ary dos Santos
Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.

Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.
Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.

Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.

Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos.

Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.

Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.

Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão.

Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação

uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com que a força da vida
seja maior do que a morte.

Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão.

Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão.

Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa.

Era preso e exilado
e no seu próprio país
muitas vezes estrangulado
pelos generais senis.

Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite
– pode nascer um país
do ventre duma chaimite.

Porque a força bem empregue
contra a posição contrária
nunca oprime nem persegue
– é força revolucionária!

Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.

Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.

E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados «páras»
que não queriam o degredo
dum povo que se separa.
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam.

Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração.

Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma ração
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão.
Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão.

Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.

Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril f
ez Portugal renascer.

E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.

Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
Saiu das vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
onde um povo se curvava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.

E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.

Essas portas que em Caxias
se escancararam de vez
essas janelas vazias
que se encheram outra vez
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez
que espreitavam como espias
todo o povo português.

Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.

Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.

Mas eram olhos as balas
abraços punhais e lanças
enamoradas as alas
dos soldados e crianças.

E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.

E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.

A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que se desdobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavam
os cintos dos que os ouviam.

Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade.

E uns e outros irmanados
na mesma luta de ideais
ambos sectores explorados
ficaram partes iguais.

Entanto não descansavam
entre pragas e perjúrios
agulhas que se espetavam
silêncios boatos murmúrios
risinhos que se calavam
palácios contra tugúrios
fortunas que levantavam
promessas de maus augúrios
os que em vida se enterravam
por serem falsos e espúrios
maiorais da minoria
que diziam silenciosa
e que em silêncio fazia
a coisa mais horrorosa:
minar como um sinapismo
e com ordenados régios
o alvor do socialismo
e o fim dos privilégios.

Foi então se bem vos lembro
que sucedeu a vindima
quando pisámos Setembro
a verdade veio acima.

E foi um mosto tão forte
que sabia tanto a Abril
que nem o medo da morte
nos fez voltar ao redil.

Ali ficámos de pé
juntos soldados e povo
para mostrarmos como é
que se faz um país novo.

Ali dissemos não passa!
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça
odeia a quem desgraçou.

Foi a força do Outono
mais forte que a Primavera
que trouxe os homens sem dono
de que o povo estava à espera.

Foi a força dos mineiros
pescadores e ganhões
operários e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
que deu o poder cimeiro
a quem não queria patrões.

Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos
— cumpriu-se a revolução.

Porém em quintas vivendas
palácios e palacetes
os generais com prebendas
caciques e cacetetes
os que montavam cavalos
para caçarem veados
os que davam dois estalos
na cara dos empregados
os que tinham bons amigos
no consórcio dos sabões
e coçavam os umbigos
como quem coça os galões
os generais subalternos
que aceitavam os patrões
os generais inimigos
os generais garanhões
teciam teias de aranha
e eram mais camaleões
que a lombriga que se amanha
com os próprios cagalhões.
Com generais desta apanha
já não há revoluções.

Por isso o onze de Março
foi um baile de Tartufos
uma alternância de terços
entre ricaços e bufos.

E tivemos de pagar
com o sangue de um soldado
o preço de já não estar
Portugal suicidado.

Fugiram como cobardes
e para terras de Espanha
os que faziam alardes
dos combates em campanha.

E aqui ficaram de pé
capitães de pedra e cal
os homens que na Guiné
aprenderam Portugal.

Os tais homens que sentiram
que um animal racional
opõe àqueles que o firam
consciência nacional.

Os tais homens que souberam
fazer a revolução
porque na guerra entenderam
o que era a libertação.

Os que viram claramente
e com os cinco sentidos
morrer tanta tanta gente
que todos ficaram vivos.

Os tais homens feitos de aço
temperado com a tristeza
que envolveram num abraço
toda a história portuguesa.

Essa história tão bonita
e depois tão maltratada
por quem herdou a desdita
da história colonizada.

Dai ao povo o que é do povo
pois o mar não tem patrões.
– Não havia estado novo
nos poemas de Camões!

Havia sim a lonjura
e uma vela desfraldada
para levar a ternura
à distância imaginada.

Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram

das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.

Por saberem como é
ficaram de pedra e cal
capitães que na Guiné
descobriram Portugal.

E em sua pátria fizeram
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos
que ficarão a render
ao invés dos monopólios
para o trabalho crescer.
Guindastes portos navios
e outras coisas para erguer
antenas centrais e fios
dum país que vai nascer.

Mesmo que seja com frio
é preciso é aquecer
pensar que somos um rio
que vai dar onde quiser

pensar que somos um mar
que nunca mais tem fronteiras
e havemos de navegar
de muitíssimas maneiras.

No Minho com pés de linho
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho
na Beira com requeijão
e trocando agora as voltas
ao vira da produção
no Alentejo bolotas
no Algarve maçapão
vindimas no Alto Douro
tomates em Azeitão
azeite da cor do ouro
que é verde ao pé do Fundão
e fica amarelo puro
nos campos do Baleizão.
Quando a terra for do povo
o povo deita-lhe a mão!

É isto a reforma agrária
em sua própria expressão:
a maneira mais primária
de que nós temos um quinhão
da semente proletária
da nossa revolução.

Quem a fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que a história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua própria grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viessem ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.

Na frente de todos nós
povo soberano e total
que ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.

Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisas em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!

Lisboa, Julho-Agosto de 1975

 

 

 

“O Cinema está à tua espera”

A equipa do Plano Nacional de Cinema do Agrupamento de Escolas Dr. Manuel Gomes de Almeida promove, com o apoio do Centro Multimeios, a atividade “O Cinema está à tua espera”.

Esta sessão apresenta as curtas-metragens “Rei Inútil” (25 min.), de Telmo Churro, “Na Escola (22 min.), de Jorge Cramez, “Gambozinos” (20 min), de João Nicolau e “Entrecampos” (32 min.), de João Rosas. As quatro produções apresentam retratos de infância e adolescência.

A sessão tem a colaboração da Direção-Geral da Educação (DGE), do Instituo do Cinema e do Audiovisual (ICA) e da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema.

CARTAZ_O_CINEMA_À_TUA_ESPERA

“CURTasFITAS” na escola

A equipa do PNC do Agrupamento de escolas Dr. Manuel Gomes de Almeida promove a 2.ª edição do Concurso “CURTasFITAS” na escola. O concurso visa sobretudo reconhecer a escola como espaço de criação e participação e incentivar através do audiovisual a expressão pessoal sobre o mundo. Pretende também potenciar a consolidação de determinados conteúdos curriculares e consolidar a aquisição de competências várias ao nível de saber fazer um filme.

Este ano reforçamos a parceria com o FEST – Novos Realizadores|Novo Cinema, oferecendo aos autores dos melhores filmes a excelente oportunidade de participar no FESTival Village, no âmbito da atividade FESTejar a Terra.

O concurso decorre até ao dia 26 de maio. Consulta o regulamento aqui REG_CURT_AS_FITAS e participa!

 

Concurso de leitura ESMGA

Durante os meses de fevereiro e março, realizou-se a 5ª edição do Concurso de Leitura ESMGA para o 2º Ciclo.

Os 157 alunos inscritos puderam optar entre a leitura de «Principezinho» de Antoine de Saint- Exupéry e «O príncipe e o pobre» de Mark Twain. Após uma primeira parte escrita que envolveu todos os alunos inscritos, seguiu-se a parte oral para os seis alunos selecionados do 5º e 6º anos.

No quinto ano, obteve o 1º lugar Matilde Sousa, do 5º 2, o 2º lugar foi para Carolina Fernandes, do 5º 4 e o 3º lugar para Inês Faria, do 5º 1.

No 6º ano, o 1º lugar foi para Carolina Fontes, do 6º 2, o 2º lugar para Matilde Mendes do 6º 2 e o 3º lugar para Beatriz Silva do 6º 5.

A equipa da Biblioteca da escola e o grupo de professoras de Português do 2º Ciclo felicitam e agradecem a todos os alunos participantes.

A entrega dos prémios aos alunos vencedores terá lugar no dia 26 de abril, às 11h30m, na Biblioteca da escola sede.

Dia Internacional do Livro Infantil

cartaz_para sites

“Ler é um prazer para toda a vida”, diz mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil, que se comemora todos os anos a 2 de abril.

Este ano cumprem-se 50 anos da celebração do Dia Internacional do Livro Infantil, uma iniciativa do Conselho Internacional sobre Literatura para os Jovens (IBBY) para a promoção do livro e da leitura, que coincide com o dia de aniversário do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.

“A leitura não serve apenas para desenvolver sentimentos e personalidades, ela é, acima de tudo, um prazer”, afirma o escritor russo Sergey Makhotin que assina, este ano, a mensagem associada a este dia. Fica aqui o texto na íntegra:

VAMOS CRESCER COM O LIVRO!

Na minha primeira infância, gostava de construir casas com pequenas peças e toda a espécie de brinquedos. Usava muitas vezes um livro ilustrado a fazer de telhado. Nos meus sonhos, entrava na casa, deitava-me na cama feita com uma caixa de fósforos e olhava para cima, para as nuvens ou para as estrelas do céu. A escolha dependia da ilustração que preferia na altura. Por intuição, segui as regras de vida das crianças que procuram criar um ambiente seguro e confortável à sua volta. E o livro infantil ajudou-me muito a atingir este objetivo. Depois cresci, aprendi a ler, e o livro, na minha imaginação, começou a assemelhar-se mais a uma borboleta, ou mesmo a um pássaro, do que ao telhado de uma casa. As páginas do livro pareciam asas que batiam. Era como se o livro, deitado no peitoril, quisesse sair pela janela aberta em direção ao desconhecido. Segurava-o com as mãos e começava a lê-lo, e o livro ia ficando cada vez mais calmo. Então eu próprio voava para outras terras e novos mundos, alargando o espaço da minha imaginação. Que alegria ter na mão um novo livro! De início, nunca sabemos sobre o que é que ele fala. Resistimos à tentação de saltar para a última página. E como o livro cheira bem! É impossível distribuirmos o seu cheiro pelos vários elementos que o compõem: tinta, cola… não, é impossível. Existe um cheiro particular no livro, um cheiro único e excitante. As folhas encontram-se coladas, como se o livro não tivesse ainda acordado. E ele só acorda quando começamos a lê-lo. Continuamos a crescer, e o mundo à nossa volta torna-se mais complicado. Enfrentamos questões a que nem os adultos sabem responder. No entanto, é importante partilhar dúvidas e segredos com alguém. E aí o livro volta a ajudarnos. Muitos de nós terão um dia pensado: este livro fala sobre mim! E a personagem favorita parece ser igual a nós. Tem problemas semelhantes, e resolve-os com dignidade. E há outra personagem que não é igual a ti, mas tu gostarias de seguir o seu exemplo, de ser tão corajoso e desembaraçado quanto ela. Quando há rapazes e raparigas que dizem “Não gosto de ler!”, isso faz-me rir. Não acredito neles. Comem gelados, jogam jogos e veem filmes interessantes. Dito de outro modo, gostam de se divertir! É que a leitura não serve apenas para desenvolver sentimentos e personalidades, ela é, acima de tudo, um prazer. É sobretudo com essa missão que os autores de livros para a infância escrevem os seus livros.

Sergey Makhotin (tradução de Mª Carlos Loureiro a partir da versão inglesa de Yana Shvedova)